Opte sempre por pagamentos à vista. Portanto, se não tiver o valor total do bem, poupe antes de comprar;
Acabe com as compras feitas por impulso. Para isso, pense duas vezes antes de comprar algo. Você quer aquela coisa, ou realmente precisa?;
Espere as liquidações para comprar roupas, quando necessário;
Faça lista de supermercado e restrinja-se a ela;
Evite o desperdício de alimentos;
Seja econômico, controle os gastos com celular, luz, água, energia elétrica, etc;
Tire os eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso;
Reduza a quantidade de cartões de crédito, carregue-os com você somente quando necessário.
Além de todas essas medidas, é importante você observar e reavaliar seus costumes e comportamento. Analise quantas vezes por mês você sai para jantar ou almoçar fora, no supermercado, tente experimentar marcas mais baratas, e se tiver TV a cabo, tente negociar com sua operadora um pacote mais barato, pelo menos até você reestruturar suas finanças.
Como sair do vermelho?
Avalie as condições que te levaram a essa situação. Foi um revés na vida, uma situação de emergência para a qual não estava preparado, ou simplesmente falta de controle?
A palavra de ordem é economizar. Mais uma vez, use a planilha para organizar suas receitas e despesas e saber para onde está indo o seu dinheiro e o que pode ser cortado.
Não alimente as dívidas. Assuma a situação para você e sua família. Não abra exceções.
Organize suas dívidas. Veja quais são as que cobram juros mais altos e aquelas que já estão vencidas.
Priorize o pagamento das dívidas mais caras.
Converse com seus credores, negocie. Deixe claro que sua intenção é quitar a dívida.
Peça descontos nos juros se for quitar a dívida à vista.
Elabore um plano radical de enxugamento de gastos, na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Quanto mais intenso for o corte de gastos, menor será o tempo que você ficará nessa situação.
Se for possível, procure substituir suas dívidas por empréstimos com taxas menores. Mas tenha cuidado com essa estratégia, pois ela só funciona se as parcelas realmente couberem no seu bolso. Do contrário, você só aumentará o seu problema.
Lembre-se sempre que é apenas uma fase. Se ajudar, pense nisso como um ritual de passagem para uma vida “no azul”.
Consumo consciente
A idéia básica do consumo consciente é transformar o ato de consumo em uma prática permanente de cidadania. É quando você encontra o equilíbrio entre a satisfação das necessidades pessoais e o impacto do seu consumo no seu bolso e na sociedade.
Reflita sobre suas reais necessidades e tente consumir menos;
Planeje suas compras. Procure comprar menos e melhor;
Avalie sempre o impacto que cada compra não programada terá no seu orçamento;
Busque sempre a melhor relação entre preço, qualidade e atitude social em produtos e serviços oferecidos no mercado;
Reutilize produtos. Não compre outra vez o que você pode consertar e transformar;
Use crédito com responsabilidade. Pense bem se você poderá pagar as prestações e só faça dívidas se ela trouxer melhorias em sua qualidade de vida;
Separe seu lixo. Reciclar ajuda a economizar recursos naturais e a gerar empregos;
Use água e energia com consciência, pois além de economizar no fim do mês, você estará preservando o meio ambiente;
Informe-se, valorize e divulgue as empresas que procuram ser socialmente responsáveis;
Contribua para a melhoria dos produtos e serviços. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas.
Compras no supermercado
Uns adoram, outros odeiam. A verdade é que fazer as compras do supermercado é umas das tarefas mais importantes para quem deseja manter o orçamento sob controle. Confira as dicas baseadas em pesquisas do comportamento do consumidor:
Tenha sempre uma lista de compras em mãos, de preferência, separada por segmentos - assim você andará menos dentro do supermercado e evitará cair em tentação ao ver tantas coisas gostosas ou em promoção;
Nunca vá ao supermercado com fome - desta forma você evita compras feitas por impulso;
Pesquise e compare preços - nem sempre o supermercado mais cômodo e atraente é o mais barato, e isso faz uma grande diferença no fim das contas;
Evite fazer compras nos dias de pagamento – nessas datas costumamos ter a impressão de que temos mais dinheiro do que realmente podemos gastar;
Vá sozinho ao supermercado - acompanhantes, como filhos e cônjuges, contribuem (e muito!) para as compras feitas por impulso;
Evite ir ao supermercado em dias muito cheios - nessas circunstâncias, acabamos pegando tudo com pressa para sair o mais rápido possível dali, e deixamos de comparar preços e refletir se realmente precisamos daquele produto.
Boas compras!
Mais dicas sobre compras no supermercado nos episódios 10 e 11 da 2ª temporada do Educação Financeira. Confira!
Presentes X Orçamento
Dar e receber presentes é sempre muito bom. Mas você já parou para pensar quanto esses atos, sempre embalados pela emoção, ocupam em seu orçamento? Veja como adequar o presente ao seu bolso.
Faça as contas de quanto pode gastar com presentes durante todo o ano e não gaste mais do que esse valor. Tenha em mente que gastos com presentes não devem ultrapassar 5% de seu orçamento pessoal;
Não deixe que a emoção de agradar alguém de quem você goste atrapalhe sua razão e faça um “rombo” em seu bolso. Presente caro não é sinônimo de demonstração de carinho e amor;
É claro que a proposta de lembranças sentimentais resultantes do “faça você mesmo”, como cartões e fotografias, é válida. Mas, com planejamento, é possível ter satisfação pessoal comprando algo que o presenteado deseje ou precise;
Analise o estilo de vida da pessoa presenteada e use a criatividade para escolher algo que a agrade e que seja compatível com o seu orçamento;
Pague sempre à vista e peça desconto;
Fique alerta: presentear é uma convenção social que faz parte de nosso cotidiano e, portanto, merece o mesmo cuidado que tomamos com todas as outras linhas do nosso orçamento pessoal. Construir a tranquilidade financeira se torna mais fácil quando ficamos atentas ao destino que damos ao dinheiro no dia a dia.
Mais dicas de como presentear e se preparar para datas comemorativas nos episódios 10,14 e 40 da 2ª temporada e 4,5 e 29, da 3ª temporada. Assista aqui no site do Educação Financeira, clicando no menu EPISÓDIOS.
Finanças em casal
Dinheiro é um tema que provoca boa parte dos problemas de relacionamento entre casais. A discussão sobre o assunto é essencial para o sucesso financeiro e a tranquilidade familiar. Veja dicas de especialistas para administrar as diferenças no comportamento com o dinheiro.
Discuta sobre as finanças do casal: apesar de não ser nada romântico, definir a melhor forma de administrar o orçamento da família é essencial;
Defina prioridades e objetivos financeiros em família. Todos devem estar envolvidos no controle do orçamento, no corte de despesas e na poupança para alcançar um objetivo maior;
As pessoas têm diferentes perfis financeiros, uns são mais gastadores, outros mais poupadores. Quando os casais se juntam, é preciso que busquem um equilíbrio financeiro de acordo com as vontades de cada um, sem deixar de lado o objetivo estipulado pelo casal;
Não deixe que o dinheiro afete a qualidade de vida da família: quando o dinheiro vira desculpa para o casal deixar de fazer determinadas coisas, é hora de rever as finanças, antes que os dois entrem em conflito;
Lembre-se das vantagens financeiras da vida em casal: é possível dividir as despesas e ter mais disciplina no controle dos gastos se houver apoio mútuo;
Reserve uma parte da renda familiar para cobrir as despesas em comum e lembre-se que é saudável que cada um tenha uma quantia que possa gastar com compras pessoais;
Nunca se esqueça de poupar parte da renda do casal para imprevistos.
Mais dicas para gerenciar o orçamento nos episódios 4 e 5, da 1ª temporada; 3,4 e 42 da 2ª temporada e 1 e 3 da 3ª temporada!
Assista aqui pelo site do programa Educação Financeira!
O conteúdo deste programa não representa a opinião da BM&FBOVESPA ou da TV Cultura, nem deve ser interpretado como recomendação de investimento ou compra ou venda de ativos.